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Indústria 4.0 exige novo jeito de pensar, apontam especialistas no IV Seminário Dia da Indústria


Mauá, maio de 2018 – As novas tecnologias evoluem de forma disruptiva e exponencial, enquanto os profissionais ainda pensam de maneira linear. É determinante que empresários, gestores e empregados mudem o jeito de pensar, o chamado mindset, para acompanhar a Indústria 4.0. Essa foi a principal mensagem do IV Seminário Dia da Indústria, organizado pelo Comitê de Fomento Industrial do Polo do Grande ABC (COFIP ABC) em celebração ao Dia da Indústria (25 de maio) e ao terceiro ano de atuação da entidade. Com palestras, cases e sessão de debates, o encontro recebeu lideranças de indústrias e poder público da região, bem como instituições de ensino, nesta sexta-feira (25/5), no Hotel Mercure, em Santo André. 

Na abertura, Claudemir Peres, presidente do COFIP ABC e gerente industrial da Oxiteno, apontou que a indústria petroquímica está alinhada com as demandas da Indústria 4.0. “Nós não temos dúvidas de que as tecnologias irão avançar nas organizações, então precisamos desenvolver o capital humano em cima das novas tecnologias”, afirmou. Em seguida, Francisco Ruiz, gerente executivo do COFIP ABC, destacou o papel da Indústria 4.0, que é “transformar informações em conhecimentos”. 

O chamado Mundo VUCA, que define o atual momento como volátil, incerto, complexo e ambíguo, foi o tema da apresentação de Régis Maia Lucci, diretor da Linea Consulting. Lucci apontou que esse contexto de transformações intensas e disruptivas tem gerado ansiedade nos líderes das organizações, uma vez que eles já não possuem controle sobre tudo o que fazem. “Diante desse cenário, as lideranças apresentam dificuldades para encontrar soluções aos problemas de suas empresas, bem como equilíbrio para si. Resiliência, flexibilidade e coragem são chaves neste momento”, afirmou. 

Mudar o mindset deve ser o foco dos profissionais, uma vez que a transformação das profissões dará a tônica da modernidade, segundo José Antonio Paganotti, professor de Administração da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). “Precisamos preparar o ser humano 4.0 porque investimentos em novas tecnologias já estão sendo realizados. Neste novo contexto, os gestores deverão desaprender para aprender de novo”, recomendou. 

Bruno Araújo de Souza, especialista em Tecnologia do SENAI São Caetano, apresentou uma metodologia do SENAI SP para a implantação da Indústria 4.0 nas empresas, composta de cinco fases customizadas, que envolvem ações para mapeamento, controle, otimização, conexão e inteligência. Souza também apontou a importância de se pensar de forma disruptiva na atualidade. “Todo mundo quer seguir tendências, mas quem segue fica atrasado. Quem antecipa fica bem posicionado”, comparou. 

CASES – Glauco da Silva Melo, engenheiro de Inspeção de Equipamentos - Confiabilidade da Braskem, falou sobre processo de escaneamento 3D de planta industrial, em implementação na unidade Q3 da empresa, situada no Polo Petroquímico, para a atualização dos documentos de engenharia. “A ideia é ter o modelo 3D da unidade, 100% escaneada, com o máximo de informações técnicas. A ferramenta abre um leque de aplicações, como o uso de realidade aumentada e virtual, em consonância com os projetos da Indústria 4.0”, apontou. 

Outro case foi apresentado por Bruno Aquine de Souza, gerente de Produção da Oxiteno, que fez apresentação sobre produção automatizada. Ele apresentou o sistema de operação Three Pot System, que permite realizar todas as etapas de um determinado processo em único equipamento, como também distribuí-las em dois ou três equipamentos, conforme a configuração escolhida. “Para o mesmo produto, há ciclos de produção mais rápidos, o que gera aumento de produtividade”, contou Souza. 

Por último, o público fez perguntas aos palestrantes em sessão de debates, mediada por Flávio Chantre, gerente de Relações Institucionais da Braskem. 

O seminário recebeu muitas lideranças, como Marina Mattar, diretora de Relações Institucionais da Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM); Alex Manente, deputado federal, integrante da Frente Parlamentar Federal da Química; Luiz Fernando Teixeira, deputado estadual; Ajan Marques de Oliveira, secretário de Desenvolvimento e Geração de Emprego de Santo André; e coronel Paulo Barthasar Júnior, secretário de Segurança Pública de Mauá. 

SOBRE O POLO INDUSTRIAL

O Polo do Grande ABC é formado por diversas empresas que atuam na extensa cadeia produtiva do setor, incluindo desde refinaria de petróleo até engarrafadoras de gás. Por ser uma indústria de base, a petroquímica é considerada a primeira geração da indústria química e elo inicial de diversos segmentos de mercado, como plástico, borracha, tintas e vernizes, higiene e limpeza, entre outros. Dentro desta cadeia, o Polo Petroquímico tem grande influência no desenvolvimento econômico e social da região, com geração de aproximadamente 10 mil empregos diretos e indiretos, além de proporcionar um VAF (Valor Adicionado Fiscal) superior a R$ 2 bilhões por ano aos municípios da região, segundo estudo realizado, em 2014, pela consultoria especializada MaxiQuim.
 

SOBRE O COFIP ABC

O COFIP ABC – Comitê de Fomento Industrial do Polo do Grande ABC – é uma entidade criada em 2015 com o propósito de gerar sinergia entre as indústrias, o poder público e a comunidade, em prol do desenvolvimento sustentável da região do Grande ABC/SP. A instituição representa suas associadas em áreas específicas, ao promover ações positivas e identificar oportunidades por meio de grupos técnicos. Atualmente o Comitê possui 12 empresas associadas: Air Liquide, AkzoNobel, Aquapolo, Bandeirante Química, Braskem, Cabot, Chevron Oronite, Liquigás, Oxiteno, quantiQ, Ultragaz e Vitopel, e o Plano de Auxílio Mútuo – PAM Capuava – que é um departamento da instituição. Acesse www.cofipabc.com.br

 

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